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Entrevista: Paula Lima -
Noticia postada em: 10/06/2009  21:19



Formada em direito, a cantora ainda tentou a sorte no universo profissional trabalhando no Tribunal de Justiça, mas foi a música, feita ao lado da banda de faculdade Unidade Móvel, que falou mais alto.

De lá pra cá, a cantora gravou ao lado de gente importante da cena musical como Jorge Ben Jor e Thaide e DJ Hum, até integrar o elenco do Funk Como Le Gusta.

Em carreira solo, desde o lançamento do disco É isso Ai, em 2001, Paula Lima comemora sua nova fase e se rende ao samba no disco Sinceramente, terceiro da carreira.

Em entrevista por telefone ao !ObaOba, a cantora falou do início da carreira, deu detalhes do novo álbum e de quebra deixou sua dica de culinária para quem gosta de cozinhar. Confira!

!ObaOba: Antes de ingressar no cenário musical, você cursou direito no Mackenzie, em São Paulo, e fez um ano de publicidade na Faap. Você chegou a exercer a profissão ou a música sempre falou mais alto?
Paula Lima: Não. Nenhuma nem outra. Eu trabalhei no Tribunal de Justiça, trabalhei com processo, mas exercer a advocacia nunca.

!ObaOba: Ainda na faculdade você montou a sua primeira banda, o Unidade Móvel. Como se deu essa ligação com a música?
Paula Lima: Eu, desde pequena, sempre fui muito ligada em música, minha família gosta de música, lembro que meu pai sempre foi o mais musical, me mostrando várias influências, vários discos, vários artistas. A partir daí surgiu a minha paixão. Estudei dez anos de piano erudito e acho que isso também acabou ampliando a minha visão sobre a música. Fui entrando nesse universo musical, até que realmente me tornei uma cantora profissional.

!ObaOba: Em 1995 você gravou com Thaide e DJ Hum a faixa “Sr.Tempo Bom”. A música não apenas foi um sucesso nas rádios da época, como a tornou conhecida nacionalmente. Como se deu essa parceria?
Paula Lima: Eu estava trabalhando na época com a Unidade Móvel e o Escova. A partir daí, eu tive um encontro com o Thaide, ele adorou e me convidou para gravar no disco dele “Senhor Tempo Bom”. Nós começamos a trabalhar juntos e ficamos três anos viajando pelo Brasil, inclusive Europa. E eu só ia pra cantar essa música.

!ObaOba: O Funk Como Le Gusta foi a sua grande porta de entrada para o universo musical. Como foi essa experiência?
Paula Lima: O Funk Como Le Gusta foi uma delicia, grandes músicos que me acompanharam durante três anos e eu tive uma experiência sonora muito bacana com eles. Aprendi muitas coisas e foi também o que me abriu portas para o Brasil e para as gravadoras. Acho que foi aí que eu comecei a chamar a atenção. Houve um momento que eu recebi um convite, gravei meu primeiro CD solo e segui em frente.

!ObaOba: Então, com o convite para o primeiro disco, você optou por seguir em carreira solo e deixar a banda?.
Paula Lima: Eu queria muito ficar na banda, mas eu vi que era impossível. Não tinha como organizar agenda, nem de um lado nem de outro. A relação ficou muito confusa, e pra todo mundo continuar feliz e seguindo o seu caminho, a melhor coisa foi eu parar.

!ObaOba: Como você entrou para o Funk Como Le Gusta?
Paula Lima: Foi um convite do BID, que na época tocava com o Escova. Ele viu e adorou. Em principio era mais um convite para eu dar umas canjas no FCLG e depois ele me convidou para fazer parte ativamente. Foi muito bom mesmo.

!ObaOba: Em “Sinceramente”, novo disco da carreira, você está mais propensa ao samba. O álbum retrata um outro lado “Paula Lima” que o público não conhecia?
Paula Lima: Não. Eu, na verdade, nesse terceiro disco, busquei a minha essência, quem eu era, quais eram os meus projetos de vida e de carreira. Indo as minhas raízes e a minha essência, eu voltei ao samba. Na verdade eu nasci ouvindo samba, cresci ouvindo samba e desde o meu primeiro disco tem samba, não de uma maneira tão latente como nesse terceiro. Agora eu quis mostrar mais a minha brasilidade. Não que eu tenha mudado de cara e a minha cara agora seja essa. Simplesmente, o samba sempre fez parte do meu universo e agora eu resolvi explicitar meu amor pelo samba, tocando no disco inteiro, temperando as músicas, mesmo as mais pops, onde eu uso cuíca e cavaquinho. Nos sambas eu coloco do meu jeito, porque eu não sou sambista, então eu realmente fiz um samba contemporâneo, com guitarras distorcidas, que não tem nada a ver com o estilo tradicional.

!ObaOba: Neste disco você contou com a parceria de grandes nomes da música como Seu Jorge, Ana Carolina, Zélia Duncan e Leci Brandão. Como foi feita a escolha do repertório?
Paula Lima: Eu, durante um ano, fiquei muito dedicada a esse repertório no sentido de ter compositores que eu admirasse e que pudessem me traduzir, que pudessem me entender. Então, a partir daí, eu fui conversando com cada um deles, pessoas que realmente tinham muito a ver comigo, que eu sentia uma afinidade musical. Fui explicando qual era o momento de vida, o que eu estava querendo passar pras pessoas. E eles me entenderam tão bem que eu tive um repertório muito rico em letras, harmonias e tudo mais. A Zélia, por exemplo, foi um caso que nós conversamos uns seis meses antes, e ela fez a música pensando em mim e na minha vida. Eu acho que tem aquele momento em que a gente tem muitas dúvidas e inseguranças, mas teve um momento que no fundo eu sabia o que eu queria. Quando eu deixei minhas inseguranças de lado, eu abri meus horizontes e segui em frente com o “Sinceramente”.

!ObaOba: Nesse disco você regravou a faixa “Flor de Maracujá”, do João Donato, gravada pela Gal Costa, em 1974. Era uma paixão antiga?
Paula Lima: Não. Eu conheci essa música em janeiro e foi amor à primeira vista. E eu pensei “essa música foi feita pra mim e eu preciso gravar, estou apaixonada por ela e não posso deixar de fora”. Inclusive, é a única regravação do disco. Eu acho essa música muito delicada, muito brejeira, muito brasileira e acabei dando esse toque mais de samba, também pra mudar a cara, que era uma coisa mais psicodélica, tropical. Eu achei que esse arranjo caiu muito bem em tudo isso que eu acredito e tô querendo mostrar.

!ObaOba: Nesta sexta-feira (10) você fará o lançamento do disco no Boteco Bohemia. O que o público pode esperar de novidades no show?
Paula Lima: O público pode esperar o disco inteiro de novidades, novos arranjos para as músicas antigas. Algumas músicas do primeiro CD e “Meu Guarda Chuva”, do segundo álbum. Um cenário bacana, uma banda animadíssima e afiada, a gente ta ensaiando muito. Percussionistas da Vai-Vai que estão comigo, e uma cantora completamente apaixonada pelo palco e pelo som. Acho que essas são as expectativas.

! ObaOba: Dê a sua dica de restaurante.
Paula Lima: Minhas dicas de restaurante são Capim Santo e Mestiço. O Capim Santo, porque tem uma parte ao ar livre, um clima muito bom, uma comida deliciosa, um sorvete feito pela chefe. É apaixonante, muito bom. E o Mestiço tem uma comida contemporânea, meio internacional, tem umas coisas tailandesas, indianas, que são bem gostosas e diferentes do que a gente tá acostumado a comer.

!ObaOba: Quando você está em casa o que gosta de cozinhar?
Paula Lima: Eu adoro frango. Então eu gosto muito de fazer frango assado, eu faço com um molho super diferente. Apesar de eu não beber cerveja e não beber absolutamente nada, tem um molho que eu faço com cerveja, barbecue e mostarda, que fica muito bacana. Adoro fazer macarrão ao pesto e macarrão com creme de leite e tomate seco.

Fonte:
http://www.obaoba.com.br/noticias/entrevistas_detalhes.asp?ID=14749



Postado por:
Reginaldo Gonçalves


 
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