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“Farufyno: Samba-Rock de coração aberto -
Noticia postada em: 09/06/2009  09:51



O Farufyno é hoje um dos importantes nomes do Samba-Rock que mantêm vivo o estilo popularizado nos anos 70 por artistas e grupos como Jorge Ben Jor e Trio Mocotó. Formado por Marcelo Kuba (voz, violão), Flávio Ferreira (guitarra), Rodrigo Pirituba (percussão), Mário Souza Lima (baixo), Rogério Rochlitz (teclado) e Marcos Castilha, a banda tem dois álbuns lançados e um EP recém-lançado, “Olho Vivo - Parte A”, primeira parte de um projeto triplo.

Misturando num mesmo caldeirão musical influências que vão de Led Zeppelin e The Doors a Wilson Simonal e Originais do Samba, a banda vem estabelecendo seu nome no cenário musical e agradando diferentes públicos. Para falar sobre essas misturas musicais e principalmente sobre o novo lançamento e os planos futuros, o baterista Marcos Castilha respondeu algumas perguntas do Território da Música. Confira a seguir:

A banda lançou recentemente o mini-CD “Olho Vivo - Parte A”, anunciado como a primeira parte de um projeto com mais dois lançamentos. Como surgiu a idéia do projeto nesse formato, dividido em três partes?

Marcos Castilha: Surgiu como resposta ou síntese a três questões ou necessidades implícitas a um projeto independente. Primeiramente um questionamento: um EP de seis faixas e embalagem simplificada, vendido a baixo preço para o público, versus a versão em LP, com capas personalizadas e tiragem limitada, vendido a um custo bem mais alto para colecionadores.

Esta tensão busca provocar e levantar a discussão de alternativas legítimas para o ‘download’ irregular e o CD pirata, que passa pelo custo de aquisição e pela recuperação da volta da colecionabilidade do álbum.

Em segundo lugar, as seis faixas lançadas ‘na frente’ permitem a obtenção de um feedback por parte do público, que será parâmetro na seleção do material para o álbum completo. Em terceiro lugar, temos a questão da obtenção de recursos para as gravações e prensagens, que foi viabilizada com a produção em 3 etapas.

O segundo volume será lançado em vinil. O repertório será o mesmo da primeira parte ou ele trará novidades?

Marcos Castilha: O vinil terá as mesmas seis faixas do EP. Na verdade o EP surgiu em função do vinil. As seis faixas foram selecionadas pensando no LP e sua apreciação por DJs e colecionadores.

A última fábrica de vinil do país, a Polisom, em Belford Roxo, no Rio de Janeiro, fechou as portas este ano. Como vocês pretendem produzir a versão em LP? Como anda esse processo?

Marcos Castilha: O fechamento da Polisom foi um duro golpe em nosso projeto. Estamos estudando prensar o material em Nova York ou Europa, mas a burocracia e os custos complicaram bastante. Não temos ainda uma data de lançamento, mas podemos atestar que não desistiremos da idéia.

E essa versão em LP será lançada comercialmente em grande tiragem ou será algo em edição limitada, especial para integrantes de fã-clube, como vocês pretendem fazer?

Marcos Castilha: O LP segue um caminho oposto ao do EP-CD. Será concebido e tratado como peça de arte. Estamos prevendo tiragem limitada, com capas personalizadas que terão arte assinada pelo artista gráfico MZK. Os LPs terão ainda numeração e serão autografados pela banda.

Depois do mini-CD “Olho Vivo” e do LP, vem a versão completa e última parte do projeto. As músicas dessa terceira parte já estão prontas e gravadas? O que você pode nos contar sobre a última parte?

Marcos Castilha: Paralelo a todo o trabalho de lançamento e divulgação da primeira parte, prosseguimos em um processo de triagem e pré-produção de várias novas composições. O ‘feedback’ das seis faixas do “Olho Vivo-Parte A” será uma forte diretriz para a escolha do repertório para o CD. Estamos também coletando e selecionando gravações antigas ou avulsas, que provavelmente serão incluídas como ‘bonus tracks’ no álbum completo.

Como vocês lidam com a circulação de músicas pela internet? Para uma banda independente isso é negativo ou positivo?

Marcos Castilha: Sem internet não haveria tantas bandas independentes. Aliás, creio que sem as tecnologias que permitem gravar um CD no seu quarto ou fazer um videoclipe usando o celular, a arte em geral estaria agonizando em mãos de mega-corporações fossilizadas.

O Farufyno é um grupo de Samba-Rock mas em alguns momentos dá para perceber que algumas influências se sobressaem. Já vi declarações do Rodrigo Pirituba dizendo que ele é mais do Samba e do Hip Hop, enquanto o Marcelo Kuba traz uma bagagem Rock n’ Roll. Como essas misturas funcionam nas composições do Farufyno?

Marcos Castilha: Funcionam como cozinhar uma caldeirada de frutos do mar ou uma feijoada. Um monte de ingredientes diversos fervendo no mesmo caldeirão... Às vezes demora para ficar pronto, precisa ferver vários dias. Mas o resultado é geralmente muito saboroso e nutritivo.

O que vocês ouvem hoje em dia? Continuam com os clássicos do Samba-Rock ou tem novidades nas disqueteiras de vocês?

Marcos Castilha: O gosto musical de todos é bem eclético. Basicamente todo mundo ouve de tudo, de velho e de novo. Mas creio que nas disqueteiras de todos predomina a música brasileira.

Vocês têm ou já tiveram problemas na hora de criar o arranjo para alguma música por causa dessas diferenças de influências? Um querendo o som mais puxado pro Samba tradicional, outro querendo carregar no teclado e nas guitarras? Vocês têm muito problema com isso?

Marcos Castilha: Geralmente não. Existe um processo de criação coletiva, vamos experimentando e descobrindo a verdadeira vocação da música em questão. Às vezes demora mais, às vezes menos.

O Farufyno toca há mais de dois anos semanalmente no Grazie a Dio, em São Paulo. Qual o segredo para manter uma temporada tão longa e não se tornar algo repetitivo e cansativo tanto para o público quanto para vocês também?

Marcos Castilha: Creio que o item mais importante está na verdade naquele som que está sendo tocado, o prazer em estar lá naquele palco tocando para aquelas pessoas e a energia decorrente disso. A identificação com a proposta da casa e a sinergia e convivência harmônica com as outras pessoas que lá trabalham também é um item importante.

O eixo Rio-São Paulo sempre teve um bom público de apreciadores de Samba-Rock. Como tem sido a receptividade da banda em outras regiões?

Marcos Castilha: A receptividade sempre é boa, mas melhor ainda em cidades onde existe uma cena artística alternativa mais forte. E isso não é exclusividade de capitais. Existem também locais onde as pessoas nunca viram nada parecido com o nosso som, mas nos escutam de coração aberto e gostam bastante.

Quais são os planos do grupo após o lançamento da terceira parte do projeto “3Volume3”?


Marcos Castilha: Difícil responder esta pergunta, pois temos muito trabalho a fazer até a conclusão deste projeto. Temos pensado em alguns projetos temáticos, focando no repertório de algum artista específico. E mesmo em projetos multimídia, fundindo nossa música com poesia, dança, luz e etc.

Quer deixar algum recado aos fãs do Farufyno e para as pessoas que ainda não conhecem a banda?

Marcos Castilha: Escutem de coração aberto tudo o que vocês puderem.

Fonte:
http://territorio.terra.com.br/canais/canalpop/materias/materia.asp?codArea=4&materiaID=672



Postado por:
Reginaldo Gonçalves


 
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