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Debate sobre o samba rock -
Noticia postada em: 11/08/2009  19:47



No dia 22 de Julho no Hotel Cambridge (São Paulo - SP) aconteceu um debate sobre o samba rock. Participaram do debate os professores Claudio Nostalgia, Selma, Willian Diaz, Rogério e Willian Nostalgia; os DJ´s Adauto Dhemix e Tadeu; o músico e líder do Clube do Balanço, Marco Matolli; o dançarino Gugu Reis; e admiradores assim como eu estavam por lá.

O debate começou com algumas perguntas trazidas de alunos pelo Gugu Reis, que as colocou na roda dando assim o ponta-pé inicial a discussão. Perguntas como 'O samba rock virou moda?', 'A cultura do samba rock está sendo passada à frente pelos professores?', 'Como estará o samba rock daqui 5 anos?' entre outras.

Todos estavam quietos e sem saber ao certo como seria a discussão, bastou as perguntas serem colocadas na roda que começou as primeiras opiniões que vou tentar expor aqui alguns pontos importantes no meu ponto de vista:

A cultura do samba rock

A pergunta 'samba rock é cultura?' foi uma das primeiras e muito se falou e a maioria disse que sim.

Cultura (do latim cultura, cultivar o solo, cuidar) é um conceito desenvolvido inicialmente pelo antropólogo Edward Burnett Tylor para designar o todo complexo e metabiológico criado pelo homem. São práticas e ações sociais que seguem um padrão determinado no espaço. Se refere a crenças, comportamentos, valores, instituições, regras morais que permeiam e identifica uma sociedade. Explica e dá sentido a cosmologia social, é a identidade própria de um grupo humano em um território e num determinado período.

O assunto entrou em questão porque alguns professores não estão levando a cultura do samba rock a diante, não passam para seus alunos como surgiu o samba rock e como ele se difundiu, talvez alguns professores nem saibam sobre a história do ritmo, apenas ganham deu dinheiro ensinando as pessoas a trançar braços muitas vezes sem a menor técnica.

Falta material didático sobre o samba rock?

Sim falta! Nomes como samba rock, rock samba, swing, balanço entre outros tentam definir o estilo. Esses nomes foram ditos ontem e só provaram a diversidade de opiniões e histórias que cada um tem ou juntou em sua mente até hoje.

Há uma luz no fim que vem se aproximando e crescendo devagar, mas vem. Sites, assim como este, trabalhos de faculdade, eventos culturais, documentários, apoio do estado e iniciativa privada começam a viabilizar o que antes era somente uma cultura de gueto. Todo esse material levará o samba rock para aqueles que não o conhecem e esclarecerá as dúvidas daqueles que tem uma salada de informações na cabeça.

A rivalidade de professores e alunos com outros de estilos diferentes
Quem está sempre nos bailes, shows e vai muito aos campeonatos, sabe que existe uma rivalidade criada entre os diferentes estilos propostos pelos professores de samba rock. O que é natural ao meu ver.

O que eu não acho correto é quando essa rivalidade afeta o ritmo e o impede de crescer. Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas daí a falar mal só mostra que existe desorganização e falta de união entre as pessoas que deviam se unir em prol do samba rock.

Falando nisso, e a união?

O exemplo de Malcolm X foi citado, onde ele basicamente pregava que seu povo primeiro devia se organizar antes de conviver com o homem branco. Assim teria estrutura intelectual para expor suas ideias e ser ouvido.

Como citado ontem no debate o 'EU' atrapalha essa união. 'EU' esse que dá a alguns a impressão de que o ritmo só existe porque 'EU' sou o único responsável por tal façanha. O que é mentira, pois na verdade ninguém sabe explicar o real motivo do samba rock estar vivo até hoje.

Pelo menos os presentes se demonstraram interessados a ter essa união. Ela é necessária e benéfica já que se o ritmo crescer haverá mais alunos, mais professores, mais festas, mais bandas, mais DJ´s, mais tudo! Mais samba rock! Será que alguns não enxergam isso?

Dançarinos e bandas

Levantaram a questão dos dançarinos que se apresentam com as bandas. A ideia é mostrar para o público como se dança aquilo que a banda está tocando, a tal da união das artes entre música e dança.

Acontece que muitas bandas nem se utilizam mais dessa opção e como o próprio nome diz é uma O-P-Ç-Ã-O e não deve ser tida como uma obrigação. Acho que alguns dançarinos deviam aparecer nas pistas de shows como o da Paula Lima (veja o exemplo aqui) que não tem uma alma dançando, são pessoas curtindo o som sentadas em suas cadeiras.

Imagem é tudo

Apesar do samba rock ter surgido na periferia da necessidade das pessoas em curtir seus bailes, não quer dizer que não havia produção. Muito pelo contrário, alguns até recorriam a quase extinta profissão de alfaiate para ajustar seus ternos de linho. Meu avô nem sentava nos bancos dos ônibus para não amassar sua 'beca'.

O que foi levantado ontem é que alguns professores, já que são os mais observados entre bailes e academias, deveriam se preocupar mais em resgastar mais esse luxo que envolvia o samba rock no passado.

Apoiei a ideia, parabenizei quem a teve e posto aqui hoje este resumo até para cobrarmos atitudes dos envolvidos. Agora usando o termo que fora bastante repudiado no debate, 'EU' vou cobrar e espero que aqueles que têm o samba rock na veia também cobrem.

Fonte:
http://sambarocknaveia.blogspot.com



Postado por:
Willian Diaz


 
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